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NO FIM DAQUELA ESTRADA ...
Deixei minha casa velha
de tábua, de vento e alegria.
Tremelicava a porteira de verde pintada,
ao sabor de brando vento,
lá no fim daquela estrada.
Um rio de águas brancas,
cristalinas, verdes, azuis.
Uma curta pinguela existia, frágil e tênue,
no correr daqueles campos,
no fim daquela estrada, deixei.
Oculto no verdor da mata, um riacho
habitado por gnomos, duendes e ninfas,
que alí faziam festa, à luz do ocaso,
no clarão do arrebol, no horizonte flamejante.
Lá eu deixei, no fim daquela estrada.
Lá eu me deixei entre fontes e flores vicejantes,
Lá eu te deixei, um amor, um arco-íris verberante,
o vergel, a brisa, o cascalho florescente.
Tudo isto se vai, tudo se esvai, tudo se apaga,
No fim daquela estrada ...
(Autoria: Lala Lopes- premiada 1992-PMSA/Jornal Diario ABC)


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